http://www.4shared.com/document/q1asTbty /Vencendo_o_Panico_-_Prof_Berna.htm
Embora uma definição verdadeira da ansiedade que cubra todos os seus aspectos seja muito difícil de ser alcançada (apesar das muitas publicações referentes ao assunto), todos conhecem este sentimento. Não há uma só pessoa que nunca tenha experimentado algum grau de ansiedade, seja por estar entrando em uma sala de aula justo antes de uma prova, ou por acordar no meio da noite certa de que ouviu algum ruído estranho do lado de fora da casa.
Contudo, o que é menos conhecido é que sensações, tais como fortes tonteiras, manchas e borrões dos olhos, dormências ou formigamentos, músculos duros e quase paralisados e sentimentos de falta de ar que podem levar até a sensações de sufocamento ou asfixia, podem também fazer parte da reação de ansiedade. Quando estas sensações ocorrem e as pessoas não entendem o por quê, a ansiedade pode aumentar até níveis de pânico , já que elas imaginam que podem estar tendo algum tipo de ataque ou até mesmo morrendo.
Ansiedade é a reação ao perigo ou à ameaça. Cientificamente, ansiedades imediatas ou de curto período são definidas como reações de luta-ou-fuga.
São assim denominadas porque todos os seus efeitos estão diretamente voltados para lutar ou fugir de um perigo. Assim o objetivo número um da ansiedade é o de proteger o organismo.
Quando nossos ancestrais viviam em cavernas, era-lhes vital uma reação automática para que quando estivessem defrontados com um perigo, fossem capazes de uma ação imediata (atacar ou fugir).
Mas mesmo nos dias de hoje este é um mecanismo necessário. Imagine que você está atravessando a rua quando de repente um carro, a toda velocidade, vem em sua direção buzinando freneticamente. Se você não experimenta-se absolutamente nenhuma ansiedade, você seria morto. Contudo, mais provavelmente, sua reação de luta-ou-fuga tomaria conta de você e você correria para sair do caminho dele para ficar em segurança.
A moral desta estória é simples - a função da ansiedade é proteger o organismo, não prejudicá-lo. Seria totalmente sem sentido da parte da natureza desenvolver um mecanismo cuja função primordial fosse a de proteger o organismo e, por assim fazer o prejudicar.
A melhor forma de pensar sobre todos os sistemas de respostas de luta-ou-fuga (ansiedade) é lembrar que todos estão voltados para deixar o organismo preparado para uma ação imediata e que seu objetivo primordial é protegê-lo.
Quando alguma forma de perigo é percebida ou antecipada, o cérebro envia mensagens a uma seção de nervos chamados de sistema nervoso autônomo. Este sistema possui duas subseções ou ramos: o sistema nervoso simpático e o sistema nervoso parassimpático. São exatamente estas duas subseções que estão diretamente relacionadas no controle dos níveis de energia do corpo e de sua preparação para a ação.
Colocando de uma forma mais simples, o sistema nervosos simpático é o sistema da reação de luta-ou-fuga que libera energia e coloca o corpo pronto para a ação; enquanto que o parassimpático, é o sistema de restauração que traz o corpo a seu estado normal.
Um aspecto importante é que o sistema nervoso simpático tende muito a ser um sistema “tudo-ou-nada”, isto é, quando ativado, todas as suas partes vão reagir. Em outras palavras: ou todos os sintomas são experimentados ou nenhum deles o é. É raro que ocorram mudanças em apenas uma parte do corpo somente. Isto talvez explique o fato de ataques de pânico envolver tantos sintomas e não apenas um ou dois.
Um dos efeitos principais do sistema nervoso simpático é a liberação de duas substancias químicas no organismo: adrenalina e noradrenalina, fabricadas pelas glândulas supra-renais. Estas substancias, por sua vez, são usadas como mensageiras pelo sistema nervoso simpático para continuar a atividade de modo que, uma vez que estas atividades comecem, elas freqüentemente continuam e aumentam durante um certo período de tempo.
A melhor forma de pensar sobre todos os sistemas de respostas de luta-ou-fuga (ansiedade) é lembrar que todos estão voltados para deixar o organismo preparado para uma ação imediata e que seu objetivo primordial é protegê-lo.
Quando alguma forma de perigo é percebida ou antecipada, o cérebro envia mensagens a uma seção de nervos chamados de sistema nervoso autônomo. Este sistema possui duas subseções ou ramos: o sistema nervoso simpático e o sistema nervoso parassimpático. São exatamente estas duas subseções que estão diretamente relacionadas no controle dos níveis de energia do corpo e de sua preparação para a ação.
Colocando de uma forma mais simples, o sistema nervosos simpático é o sistema da reação de luta-ou-fuga que libera energia e coloca o corpo pronto para a ação; enquanto que o parassimpático, é o sistema de restauração que traz o corpo a seu estado normal.
Um aspecto importante é que o sistema nervoso simpático tende muito a ser um sistema “tudo-ou-nada”, isto é, quando ativado, todas as suas partes vão reagir. Em outras palavras: ou todos os sintomas são experimentados ou nenhum deles o é. É raro que ocorram mudanças em apenas uma parte do corpo somente. Isto talvez explique o fato de ataques de pânico envolver tantos sintomas e não apenas um ou dois.
Um dos efeitos principais do sistema nervoso simpático é a liberação de duas substancias químicas no organismo: adrenalina e noradrenalina, fabricadas pelas glândulas supra-renais. Estas substancias, por sua vez, são usadas como mensageiras pelo sistema nervoso simpático para continuar a atividade de modo que, uma vez que estas atividades comecem, elas freqüentemente continuam e aumentam durante um certo período de tempo.
Contudo, é muito importante observar que a atividade no sistema nervoso simpático é interrompida de duas formas. Primeiramente, as substancias que serviam como mensageiras – adrenalina e noradrenalina – são de alguma forma destruídas por outras substancias do corpo. Segundo, o sistema nervoso parassimpático– que geralmente tem efeito oposto ao sistema nervoso simpático – fica ativado e restaura sua sensação de relaxamento.
É importante perceber que, em algum momento, o corpo cansará da reação de luta-ou-fuga e ele próprio ativará o sistema nervoso parassimpático para restaurar um estado de relaxamento. Em outras palavras, a ansiedade não pode continuar sempre aumentando e entrar numa espiral sempre crescente que conduza a níveis possivelmente prejudiciais. O sistema nervoso parassimpático é um protetor “embutido” que impede o sistema nervoso simpático de se desgovernar.
Outra observação importante é que as substancias mensageiras, adrenalina e noradrenalina, levam algum tempo para serem destruídas. Assim mesmo depois que o perigo tenha passado e que seu sistema nervoso simpático já tenha parado de reagir, você ainda se sentirá alerta e apreensivo por algum tempo, porque as substancias ainda estão “flutuando” em seu sistema.
Você deve sempre lembrar-se que isto é absolutamente natural e sem perigo. Aliás, isto é uma função adaptativa porque, quando se viviam na época das cavernas, num ambiente selvagem, o perigo geralmente tinha o hábito de atacar de novo, e é útil ao organismo estar preparado para ativar o mais rápido possível a reação de luta-ou-fuga.
A atividade do sistema nervoso simpático produz uma aceleração do batimento cardíaco, como também um aumento na sua força. Isto é vital para a preparação da luta-ou-fuga, já que ajuda a tornar mais veloz o fluxo de sangue e assim melhora a distribuição de oxigênio nos tecidos e a remoção de produtos inúteis nos mesmos.
É importante perceber que, em algum momento, o corpo cansará da reação de luta-ou-fuga e ele próprio ativará o sistema nervoso parassimpático para restaurar um estado de relaxamento. Em outras palavras, a ansiedade não pode continuar sempre aumentando e entrar numa espiral sempre crescente que conduza a níveis possivelmente prejudiciais. O sistema nervoso parassimpático é um protetor “embutido” que impede o sistema nervoso simpático de se desgovernar.
Outra observação importante é que as substancias mensageiras, adrenalina e noradrenalina, levam algum tempo para serem destruídas. Assim mesmo depois que o perigo tenha passado e que seu sistema nervoso simpático já tenha parado de reagir, você ainda se sentirá alerta e apreensivo por algum tempo, porque as substancias ainda estão “flutuando” em seu sistema.
Você deve sempre lembrar-se que isto é absolutamente natural e sem perigo. Aliás, isto é uma função adaptativa porque, quando se viviam na época das cavernas, num ambiente selvagem, o perigo geralmente tinha o hábito de atacar de novo, e é útil ao organismo estar preparado para ativar o mais rápido possível a reação de luta-ou-fuga.
A atividade do sistema nervoso simpático produz uma aceleração do batimento cardíaco, como também um aumento na sua força. Isto é vital para a preparação da luta-ou-fuga, já que ajuda a tornar mais veloz o fluxo de sangue e assim melhora a distribuição de oxigênio nos tecidos e a remoção de produtos inúteis nos mesmos.
É devido a isso que experimentamos um batimento cardíaco acelerado ou muito forte, típicos de períodos de alta ansiedade ou pânico.
Alem da aceleração do batimento cardíaco, há também uma mudança no fluxo de sangue. Basicamente, o sangue é redirecionado sendo “reduzido” em algumas partes do corpo onde ele não é tão essencial naquele momento (através do estreitamento dos vasos sanguíneos) e é direcionado as partes onde é mais essencial (através da expansão dos vasos sangüíneos).
Por exemplo, o fluxo de sangue é reduzido na pele, nos dedos das mãos e dos pés. Este mecanismo é útil para que, se a pessoa for atacada ou ferida de alguma forma, este mesmo mecanismo impedirá que a pessoa morra por hemorragia. Por isso, durante a ansiedade, a pele fica pálida e sentimos frio em nossas mãos e pés, e até mesmo algumas vezes, podemos sentir dormências ou formigamentos. Por outro lado, o sangue é direcionado aos músculos grandes, como os das coxas ou dos bíceps, o que ajuda o corpo em sua preparação para a ação.
A reação de luta-ou-fuga está associada também com o crescimento da velocidade e profundidade da respiração, isto tem uma importância óbvia para a defesa do organismo, já que os tecidos precisam de mais oxigênio para estar preparados para a ação. As sensações provocadas por este aumento na função respiratória podem, contudo, incluir sensações de falta de ar, engasgar ou sufocar, e até mesmo dores e pressões no peito.
Também importante é o efeito colateral decorrente do crescimento na função respiratória, especialmente se nenhuma atividade real ocorrer, que é a de haver uma redução real do fluxo de sangue para a cabeça. Por ser uma quantidade insignificante, não chega a ser perigoso para a saúde, mas produz uma série de sintomas desagradáveis (mas sem prejuízo algum) e que podem incluir tonteiras, visão borrada, confusão, fuga da realidade e sensações de frio e calor fortes.
Alem da aceleração do batimento cardíaco, há também uma mudança no fluxo de sangue. Basicamente, o sangue é redirecionado sendo “reduzido” em algumas partes do corpo onde ele não é tão essencial naquele momento (através do estreitamento dos vasos sanguíneos) e é direcionado as partes onde é mais essencial (através da expansão dos vasos sangüíneos).
Por exemplo, o fluxo de sangue é reduzido na pele, nos dedos das mãos e dos pés. Este mecanismo é útil para que, se a pessoa for atacada ou ferida de alguma forma, este mesmo mecanismo impedirá que a pessoa morra por hemorragia. Por isso, durante a ansiedade, a pele fica pálida e sentimos frio em nossas mãos e pés, e até mesmo algumas vezes, podemos sentir dormências ou formigamentos. Por outro lado, o sangue é direcionado aos músculos grandes, como os das coxas ou dos bíceps, o que ajuda o corpo em sua preparação para a ação.
A reação de luta-ou-fuga está associada também com o crescimento da velocidade e profundidade da respiração, isto tem uma importância óbvia para a defesa do organismo, já que os tecidos precisam de mais oxigênio para estar preparados para a ação. As sensações provocadas por este aumento na função respiratória podem, contudo, incluir sensações de falta de ar, engasgar ou sufocar, e até mesmo dores e pressões no peito.
Também importante é o efeito colateral decorrente do crescimento na função respiratória, especialmente se nenhuma atividade real ocorrer, que é a de haver uma redução real do fluxo de sangue para a cabeça. Por ser uma quantidade insignificante, não chega a ser perigoso para a saúde, mas produz uma série de sintomas desagradáveis (mas sem prejuízo algum) e que podem incluir tonteiras, visão borrada, confusão, fuga da realidade e sensações de frio e calor fortes.
A ativação da reação de luta-ou-fuga produz um aumento na transpiração, isto tem funções adaptativas importantes, como por exemplo tornar a pele mais escorregadia para que, dessa forma, fique mais difícil para um predador agarrar um corpo e também para resfria-lo de modo a evitar um superaquecimento.
A ativação do sistema nervoso simpático produz uma serie de outros efeitos, nenhum dos quais sendo de modo algum prejudiciais ao corpo. Por exemplo, as pupilas se dilatam para permitir a entrada de mais luminosidade, o que pode resultar em uma visão borrada, manchas na frente dos olhos e assim por diante.
Ocorre também uma redução na produção de saliva, resultando em uma boca seca. Há uma redução na atividade do sistema digestivo, o que geralmente produz náuseas, uma sensação de peso no estomago e também constipação ou diarréia. Por fim diversos grupos de músculos se tencionam preparando-se para a reação de luta-ou-fuga e isso resulta em sintomas de tenção muitas vezes estendendo-se a dores reais como também a tremores.
Acima de tudo, a reação de luta-ou-fuga resulta em uma ativação geral do metabolismo corporal. Por isso uma pessoa pode sentir sensações de calor e frio e porque este processo utiliza muita energia, depois a pessoa se sente geralmente cansada e esgotada.
Como já mencionado antes, a reação de luta-ou-fuga prepara o corpo para a ação _ seja atacar ou fugir. Por isso, não é surpreendente que os impulsos avassaladores associados com esta reação sejam os de agressão e desejo de fugir. Quando estes não são capazes de serem realizados (devidos a coação social), os estímulos serão frequentemente expressos por comportamentos como bater os pés, marcar passos ou insultar pessoas. Isto é, os sentimentos produzidos são como os de quem está preso e está precisando fugir.
A ativação do sistema nervoso simpático produz uma serie de outros efeitos, nenhum dos quais sendo de modo algum prejudiciais ao corpo. Por exemplo, as pupilas se dilatam para permitir a entrada de mais luminosidade, o que pode resultar em uma visão borrada, manchas na frente dos olhos e assim por diante.
Ocorre também uma redução na produção de saliva, resultando em uma boca seca. Há uma redução na atividade do sistema digestivo, o que geralmente produz náuseas, uma sensação de peso no estomago e também constipação ou diarréia. Por fim diversos grupos de músculos se tencionam preparando-se para a reação de luta-ou-fuga e isso resulta em sintomas de tenção muitas vezes estendendo-se a dores reais como também a tremores.
Acima de tudo, a reação de luta-ou-fuga resulta em uma ativação geral do metabolismo corporal. Por isso uma pessoa pode sentir sensações de calor e frio e porque este processo utiliza muita energia, depois a pessoa se sente geralmente cansada e esgotada.
Como já mencionado antes, a reação de luta-ou-fuga prepara o corpo para a ação _ seja atacar ou fugir. Por isso, não é surpreendente que os impulsos avassaladores associados com esta reação sejam os de agressão e desejo de fugir. Quando estes não são capazes de serem realizados (devidos a coação social), os estímulos serão frequentemente expressos por comportamentos como bater os pés, marcar passos ou insultar pessoas. Isto é, os sentimentos produzidos são como os de quem está preso e está precisando fugir.
O efeito número um da reação de luta-ou-fuga é alertar o organismo para a possível existência do perigo. Portanto, há uma mudança automática e imediata na atenção para pesquisar o ambiente em busca de ameaças em potencial. Por isso passa a ser muito difícil concentrar-se em tarefas diárias quando alguém está ansioso.
Às vezes uma ameaça obvia não pode ser encontrada. Infelizmente, a maioria das pessoas não aceita o fato de não encontrar uma explicação para alguma coisa. Portanto, em muitos casos, quando as pessoas não conseguem explicar seus sentimentos, elas tendem a procurar em si próprias. Em outras palavras, “se nada exterior está me deixando ansioso, então deve haver algo de errado comigo mesmo”.
Neste caso o cerebro inventa uma explicação como “eu devo estar morrendo, perdendo o controle ou ficando louco”. Como já vimos, nada poderia ser menos verdadeiro, já que a função primordial da reação de luta-ou-fuga é a de proteger o organismo, e não de prejudica-lo. Por isso mesmo, são pensamentos compreensíveis.
Até agora, nós observamos as reações e os componentes da ansiedade em geral ou da reação de luta-ou-fuga. Contudo, você pode estar se perguntando como tudo isso se aplica a ataques de pânico? Afinal, por que a reação de luta-ou-fuga é ativada durante um ataque de pânico, já que não há, aparentemente, nada a temer?
De acordo com uma grande quantidade de pesquisas, o que causa o pânico é o medo que as pessoas que experimentam ataques de pânico têm das próprias sensações da reação de luta-ou-fuga. Assim, ataques de pânico podem ser vistos como uma série de sintomas físicos inesperados e uma reação de pânico ou de medo desses sintomas.
A segunda parte deste modelo é fácil de ser compreendida. Como já visto antes, a reação de luta-ou-fuga (onde os sintomas físicos tem um papel importante) levam ao cérebro a procurar perigos.
Às vezes uma ameaça obvia não pode ser encontrada. Infelizmente, a maioria das pessoas não aceita o fato de não encontrar uma explicação para alguma coisa. Portanto, em muitos casos, quando as pessoas não conseguem explicar seus sentimentos, elas tendem a procurar em si próprias. Em outras palavras, “se nada exterior está me deixando ansioso, então deve haver algo de errado comigo mesmo”.
Neste caso o cerebro inventa uma explicação como “eu devo estar morrendo, perdendo o controle ou ficando louco”. Como já vimos, nada poderia ser menos verdadeiro, já que a função primordial da reação de luta-ou-fuga é a de proteger o organismo, e não de prejudica-lo. Por isso mesmo, são pensamentos compreensíveis.
Até agora, nós observamos as reações e os componentes da ansiedade em geral ou da reação de luta-ou-fuga. Contudo, você pode estar se perguntando como tudo isso se aplica a ataques de pânico? Afinal, por que a reação de luta-ou-fuga é ativada durante um ataque de pânico, já que não há, aparentemente, nada a temer?
De acordo com uma grande quantidade de pesquisas, o que causa o pânico é o medo que as pessoas que experimentam ataques de pânico têm das próprias sensações da reação de luta-ou-fuga. Assim, ataques de pânico podem ser vistos como uma série de sintomas físicos inesperados e uma reação de pânico ou de medo desses sintomas.
A segunda parte deste modelo é fácil de ser compreendida. Como já visto antes, a reação de luta-ou-fuga (onde os sintomas físicos tem um papel importante) levam ao cérebro a procurar perigos.
Quando o cérebro não consegue encontrar nenhum perigo óbvio, ele passa a procurar no interior da pessoa e inventa um perigo como “estou morrendo, estou perdendo o controle, estou sumindo, etc.”. Como as interpretações dos sintomas físicos são assustadoras é compreensível o aparecimento do medo e do pânico.
Por sua vez, estes dois sentimentos produzem mais sintomas físicos, e por isso se introduz um ciclo de sintomas, medo, sintomas, medo, sintomas e assim por diante.
A primeira parte do modelo é mais difícil de ser compreendida: por que você experimenta os sintomas físicos da reação de luta-ou-fuga se você não está com medo? Existem muitas formas para que estes sintomas sejam produzidos; não apenas através do medo. Por exemplo, você está estressado e isto resulta em um aumento da produção de adrenalina e outras substancias que, de tempo em tempo, produzem estes sintomas. Este aumento na produção de adrenalina pode ser quimicamente mantido no organismo, mesmo depois do desaparecimento do fator que gerava este estresse.
Outra possibilidade, é que você tende a respirar um pouco mais rápido (hiperventilação sutil) devido a um hábito já aprendido, e isto também pode produzir estes sintomas. Como a hiper-respiraçao é menos intensa, você pode se acostumar com esta forma de respiração, e não reparar que você está hiperventilando.
Uma terceira possibilidade é que você esteja experimentando mudanças naturais em seu corpo (o que todos experimentam, mas nem todos as percebem) e, justamente por estar constantemente verificando e monitorando seu corpo, você passa a reparar muito mais nestas sensações do que outras pessoas.
Além das duas outras razões já descritas que produzem sintomas físicos (estresse e hiper-respiraçao), você também poderá se tornar consciente destes sintomas físicos como resultado de um processo denominado condicionamento interoceptivo.
Por sua vez, estes dois sentimentos produzem mais sintomas físicos, e por isso se introduz um ciclo de sintomas, medo, sintomas, medo, sintomas e assim por diante.
A primeira parte do modelo é mais difícil de ser compreendida: por que você experimenta os sintomas físicos da reação de luta-ou-fuga se você não está com medo? Existem muitas formas para que estes sintomas sejam produzidos; não apenas através do medo. Por exemplo, você está estressado e isto resulta em um aumento da produção de adrenalina e outras substancias que, de tempo em tempo, produzem estes sintomas. Este aumento na produção de adrenalina pode ser quimicamente mantido no organismo, mesmo depois do desaparecimento do fator que gerava este estresse.
Outra possibilidade, é que você tende a respirar um pouco mais rápido (hiperventilação sutil) devido a um hábito já aprendido, e isto também pode produzir estes sintomas. Como a hiper-respiraçao é menos intensa, você pode se acostumar com esta forma de respiração, e não reparar que você está hiperventilando.
Uma terceira possibilidade é que você esteja experimentando mudanças naturais em seu corpo (o que todos experimentam, mas nem todos as percebem) e, justamente por estar constantemente verificando e monitorando seu corpo, você passa a reparar muito mais nestas sensações do que outras pessoas.
Além das duas outras razões já descritas que produzem sintomas físicos (estresse e hiper-respiraçao), você também poderá se tornar consciente destes sintomas físicos como resultado de um processo denominado condicionamento interoceptivo.
Como os sintomas físicos ficaram associados com o trauma do pânico eles se tornaram sinais significativos de perigo e ameaças a você (isto é, eles se tornaram estímulos condicionados).
Como resultado, é muito provável que você se torne altamente sensível a estes sintomas e reaja com receio, simplesmente devido à experiências passadas de pânico com as quais elas foram associadas. Como conseqüência deste tipo de associação condicionada, é possível que sintomas produzidos por atividades regulares sejam também levadas ao ponto de uma crise de pânico.
Mesmo que não estejamos certos do fato do por que alguém experimenta os sintomas iniciais, assegure-se de que eles são uma parte da reação de luta-ou-fuga e por isso inofensivos a qualquer pessoa.
Uma vez acreditando convictamente (100%) que estas sensações físicas não são perigosas, o medo e o pânico desaparecerão e você não mais experimentará ataques de pânico, porque passará a interpretar de maneira consciente esses sintomas e se tornará convencido de que estes sintomas são inofensivos.
Resumindo, a ansiedade é cientificamente conhecida como reação de luta-ou-fuga, sendo sua função primordial a de ativar o organismo e de protegê-lo do perigo. Associadas a esta reação, estão uma serie de mudanças mentais, físicas e comportamentais.
É importante notar que, uma vez que o perigo tenha desaparecido, muitas dessas mudanças (especialmente as físicas) continuarão praticamente com controle autônomo sobre si próprias, devido ao aprendizado e a outras mudanças corporais de longo prazo. Quando os sintomas físicos surgem na ausência de uma explicação óbvia, as pessoas costumam interpretar erradamente os sintomas de luta-ou-fuga como indicativos de sérios problemas mentais ou físicos.
Como resultado, é muito provável que você se torne altamente sensível a estes sintomas e reaja com receio, simplesmente devido à experiências passadas de pânico com as quais elas foram associadas. Como conseqüência deste tipo de associação condicionada, é possível que sintomas produzidos por atividades regulares sejam também levadas ao ponto de uma crise de pânico.
Mesmo que não estejamos certos do fato do por que alguém experimenta os sintomas iniciais, assegure-se de que eles são uma parte da reação de luta-ou-fuga e por isso inofensivos a qualquer pessoa.
Uma vez acreditando convictamente (100%) que estas sensações físicas não são perigosas, o medo e o pânico desaparecerão e você não mais experimentará ataques de pânico, porque passará a interpretar de maneira consciente esses sintomas e se tornará convencido de que estes sintomas são inofensivos.
Resumindo, a ansiedade é cientificamente conhecida como reação de luta-ou-fuga, sendo sua função primordial a de ativar o organismo e de protegê-lo do perigo. Associadas a esta reação, estão uma serie de mudanças mentais, físicas e comportamentais.
É importante notar que, uma vez que o perigo tenha desaparecido, muitas dessas mudanças (especialmente as físicas) continuarão praticamente com controle autônomo sobre si próprias, devido ao aprendizado e a outras mudanças corporais de longo prazo. Quando os sintomas físicos surgem na ausência de uma explicação óbvia, as pessoas costumam interpretar erradamente os sintomas de luta-ou-fuga como indicativos de sérios problemas mentais ou físicos.
Neste caso, as próprias sensações podem se tornar ameaçadoras e, justamente por isso, podem desencadear uma nova reação de luta-ou-fuga. Muitas pessoas, quando experimentam os sintomas da reação de luta-ou-fuga, acreditam estar ficando loucas.
Algumas pessoas acreditam que vão “perder o controle” quando entrarem em pânico. Presumidamente, elas acham que vão se paralisar completamente e ficarão incapazes de se mover ou que não vão saber o que estão fazendo e por isso vão sair correndo, gritando ou pedindo socorro. Por não saber o que possa acontecer podem também experimentar um sentimento dominante de “catástrofe iminente”.
Considerando nossas discussões anteriores, podemos agora saber de onde surge este sentimento. Durante uma crise de ansiedade o corpo está preparado para ação e neste momento há um enorme desejo de fuga. Contudo, a reação de luta-ou-fuga não produzirá paralisia. Ao invés disso, toda a reação é direcionada a afastar o organismo do local em que está. Além disso, você deve se lembrar que mesmo com grande grau de ansiedade você sempre se manteve integro e não fez nenhuma das coisas das quais temeu fazer, porque mesmo que a reação de luta-ou-fuga o faça sentir-se um pouco confuso, irreal e distraído, você ainda é capaz de pensar e funcionar normalmente. Simplesmente pense sobre quão frequentemente as outras pessoas nem notam que você está tendo um ataque de pânico.
Muitas pessoas têm receio do que lhes pode acontecer como conseqüência a seus sintomas, talvez devido a alguma crença de que seus nervos podem se esgotar e elas possam talvez entrar em colapso. Como já discutido anteriormente a reação de luta-ou-fuga é produzida dominantemente por atividades no sistema nervoso parassimpático. O sistema nervoso parassimpático é, de certa forma, uma salvaguarda contra a possibilidade do sistema nervosos simpático entre aspas “danificar-se”.
Algumas pessoas acreditam que vão “perder o controle” quando entrarem em pânico. Presumidamente, elas acham que vão se paralisar completamente e ficarão incapazes de se mover ou que não vão saber o que estão fazendo e por isso vão sair correndo, gritando ou pedindo socorro. Por não saber o que possa acontecer podem também experimentar um sentimento dominante de “catástrofe iminente”.
Considerando nossas discussões anteriores, podemos agora saber de onde surge este sentimento. Durante uma crise de ansiedade o corpo está preparado para ação e neste momento há um enorme desejo de fuga. Contudo, a reação de luta-ou-fuga não produzirá paralisia. Ao invés disso, toda a reação é direcionada a afastar o organismo do local em que está. Além disso, você deve se lembrar que mesmo com grande grau de ansiedade você sempre se manteve integro e não fez nenhuma das coisas das quais temeu fazer, porque mesmo que a reação de luta-ou-fuga o faça sentir-se um pouco confuso, irreal e distraído, você ainda é capaz de pensar e funcionar normalmente. Simplesmente pense sobre quão frequentemente as outras pessoas nem notam que você está tendo um ataque de pânico.
Muitas pessoas têm receio do que lhes pode acontecer como conseqüência a seus sintomas, talvez devido a alguma crença de que seus nervos podem se esgotar e elas possam talvez entrar em colapso. Como já discutido anteriormente a reação de luta-ou-fuga é produzida dominantemente por atividades no sistema nervoso parassimpático. O sistema nervoso parassimpático é, de certa forma, uma salvaguarda contra a possibilidade do sistema nervosos simpático entre aspas “danificar-se”.
Os nervos não são como fios elétricos e a ansiedade não é capaz de danificá-los, prejudicá-los ou desgastá-los. E a pior coisa que poderia acontecer durante um ataque de pânico seria que a pessoa poderia desmaiar, sendo que se isso acontecesse, o sistema nervoso simpático interromperia sua atividade e a pessoa recuperaria seus sentidos em poucos segundos. Contudo, desmaiar em conseqüência da reação de luta-ou-fuga é extremamente raro, mas se isso acontecer, é um modo adaptativo de impedir que o sistema nervoso simpático fique fora de controle.
Muitas pessoas interpretam erradamente os sintomas da reação de luta-ou-fuga e acreditam que elas estejam morrendo de um ataque cardíaco. Isto é porque talvez não tenham um conhecimento suficiente sobre a doença coronariana e ver como isso difere de ataques de pânico.
Os sintomas principais de ataques cardíacos são falta de ar e dores no peito, como também, ocasionalmente, palpitações e desmaio. Os sintomas de ataques cardíacos estão geralmente relacionados diretamente com esforço. Isto é, com quanto mais esforço você fizer, piores serão os sintomas; e quanto menos você se esforçar, melhores. Os sintomas desaparecerão de forma relativamente rápida com descanso.
Isto é muito diferente dos sintomas associados com ataques de pânico, que frequentemente ocorrem durante um estado de repouso e parecem ter vida própria. Certamente, ataques de pânico podem ocorrer durante exercícios ou podem inclusive piorar com exercícios, mas são diferentes de ataques cardíacos, pois podem se produzir também freqüentemente durante repouso. Mais importante ainda é notar que um ataque cardíaco irá quase sempre produzir mudanças elétricas no coração que podem ser detectadas em eletrocardiogramas (ECG). Em ataques de pânico a única mudança que é detectada por um ECG é um pequeno aumento no ritmo cardíaco.
Muitas pessoas interpretam erradamente os sintomas da reação de luta-ou-fuga e acreditam que elas estejam morrendo de um ataque cardíaco. Isto é porque talvez não tenham um conhecimento suficiente sobre a doença coronariana e ver como isso difere de ataques de pânico.
Os sintomas principais de ataques cardíacos são falta de ar e dores no peito, como também, ocasionalmente, palpitações e desmaio. Os sintomas de ataques cardíacos estão geralmente relacionados diretamente com esforço. Isto é, com quanto mais esforço você fizer, piores serão os sintomas; e quanto menos você se esforçar, melhores. Os sintomas desaparecerão de forma relativamente rápida com descanso.
Isto é muito diferente dos sintomas associados com ataques de pânico, que frequentemente ocorrem durante um estado de repouso e parecem ter vida própria. Certamente, ataques de pânico podem ocorrer durante exercícios ou podem inclusive piorar com exercícios, mas são diferentes de ataques cardíacos, pois podem se produzir também freqüentemente durante repouso. Mais importante ainda é notar que um ataque cardíaco irá quase sempre produzir mudanças elétricas no coração que podem ser detectadas em eletrocardiogramas (ECG). Em ataques de pânico a única mudança que é detectada por um ECG é um pequeno aumento no ritmo cardíaco.
Por isso, se você já passou por um eletrocardiograma e o médico lhe disse que tudo está bem esteja certo de que você não sofre de nenhum problema no coração. Também, se seus sintomas ocorrem a qualquer momento e não apenas após algum esforço físico, isto é uma evidencia adicional contra a possibilidade de um ataque cardíaco.
O corpo precisa de oxigênio para sobreviver. Quando uma pessoa inspira, o oxigênio é levado para os pulmões onde é apanhado pela hemoglobina (a substancia química “colada ao oxigênio” no sangue).
A hemoglobina leva o oxigênio pelo corpo onde é liberada para ser usada pelas células. As células usam o oxigênio nas suas reações de energia produzindo consequentemente um subproduto de dióxido de carbono (CO2) que é por sua vez devolvido ao sangue, transportado novamente aos pulmões e finalmente expirado.
Um controle eficiente das reações de energia do corpo depende da manutenção de um equilíbrio especifico entre oxigênio e CO2. Este equilíbrio pode ser mantido principalmente através do ritmo e da profundidade da respiração.
Obviamente respirar “demais” terá um efeito de aumentar os níveis de CO2; enquanto que respirar “de menos” terá o efeito contrário, ou seja, reduzir a quantidade de oxigênio no sangue e aumentar a quantidade de CO2. A taxa apropriada de respiração durante um repouso deve ser de 10-14 respirações por minuto.
A hiperventilação é definida como um ritmo e uma profundidade de respiração exagerada para as necessidades do corpo em um momento especifico.
Naturalmente, se a necessidade de oxigênio e a produção de CO2 aumentarem (como durante um exercício físico), a respiração deveria aumentar correspondentemente. Alternadamente, se a necessidade de oxigênio e a produção de CO2 ficarem ambas reduzidas (como durante um período de relaxamento) a respiração deve respectivamente reduzir-se também.
A FISIOLOGIA DA HIPERVENTILAÇAO
O corpo precisa de oxigênio para sobreviver. Quando uma pessoa inspira, o oxigênio é levado para os pulmões onde é apanhado pela hemoglobina (a substancia química “colada ao oxigênio” no sangue).
A hemoglobina leva o oxigênio pelo corpo onde é liberada para ser usada pelas células. As células usam o oxigênio nas suas reações de energia produzindo consequentemente um subproduto de dióxido de carbono (CO2) que é por sua vez devolvido ao sangue, transportado novamente aos pulmões e finalmente expirado.
Um controle eficiente das reações de energia do corpo depende da manutenção de um equilíbrio especifico entre oxigênio e CO2. Este equilíbrio pode ser mantido principalmente através do ritmo e da profundidade da respiração.
Obviamente respirar “demais” terá um efeito de aumentar os níveis de CO2; enquanto que respirar “de menos” terá o efeito contrário, ou seja, reduzir a quantidade de oxigênio no sangue e aumentar a quantidade de CO2. A taxa apropriada de respiração durante um repouso deve ser de 10-14 respirações por minuto.
A hiperventilação é definida como um ritmo e uma profundidade de respiração exagerada para as necessidades do corpo em um momento especifico.
Naturalmente, se a necessidade de oxigênio e a produção de CO2 aumentarem (como durante um exercício físico), a respiração deveria aumentar correspondentemente. Alternadamente, se a necessidade de oxigênio e a produção de CO2 ficarem ambas reduzidas (como durante um período de relaxamento) a respiração deve respectivamente reduzir-se também.
Enquanto que a maioria dos mecanismos corporais é controlada por meios químicos e físicos “automáticos” (e respirar não é uma exceção), a respiração tem uma propriedade adicional que é a de ser capaz de ser submetida a um controle voluntário. Por exemplo, é muito fácil para nós prender a respiração (nadando debaixo d`água) ou aumentar o ritmo da respiração (soprando um balão).
Uma serie de fatores “não-automáticos” como as emoções, o estresse ou o hábito, podem causar um aumento no ritmo de nossa respiração. Estes fatores podem ser especialmente importantes para pessoas que sofrem de ataques de pânico, causando uma tendência a respirar “demais”.
Também interessante, é que enquanto a maioria de nós considera que o oxigênio é o fator determinante em nossa respiração, o corpo, na realidade, utiliza o CO2 como seu “marcador” para uma respiração apropriada. O efeito mais importante da hiperventilação então é realizar uma queda na produção de CO2. Isto, por sua vez, leva a uma redução do conteúdo ácido do sangue, o que conduz ao que é conhecido como sangue alcalino. São estes dois efeitos – uma redução de CO2 no sangue e um aumento da alcalinidade do sangue – que são os responsáveis pela maioria das mudanças físicas que ocorrem durante a hiperventilaçao.
Uma das mudanças mais importantes que ocorre durante a hiperventilaçao é a constrição ou o estreitamento de certos vasos sanguíneos do corpo. Particularmente o sangue enviado ao cérebro é de certa forma reduzido. Aliado a este estreitamento dos vasos, a hemoglobina aumenta sua “pegajosidade” com o oxigênio. Por isso, não apenas o sangue alcança menos áreas do corpo, como o oxigênio carregado pelo sangue também é menos liberado para os tecidos.
Paradoxalmente, então, enquanto que uma respiração aumentada significa que mais oxigênio está sendo levado para dentro do organismo, menos oxigênio alcança certas áreas de nosso cérebro e do corpo. Este efeito resulta em duas categorias de sintomas:
Uma serie de fatores “não-automáticos” como as emoções, o estresse ou o hábito, podem causar um aumento no ritmo de nossa respiração. Estes fatores podem ser especialmente importantes para pessoas que sofrem de ataques de pânico, causando uma tendência a respirar “demais”.
Também interessante, é que enquanto a maioria de nós considera que o oxigênio é o fator determinante em nossa respiração, o corpo, na realidade, utiliza o CO2 como seu “marcador” para uma respiração apropriada. O efeito mais importante da hiperventilação então é realizar uma queda na produção de CO2. Isto, por sua vez, leva a uma redução do conteúdo ácido do sangue, o que conduz ao que é conhecido como sangue alcalino. São estes dois efeitos – uma redução de CO2 no sangue e um aumento da alcalinidade do sangue – que são os responsáveis pela maioria das mudanças físicas que ocorrem durante a hiperventilaçao.
Uma das mudanças mais importantes que ocorre durante a hiperventilaçao é a constrição ou o estreitamento de certos vasos sanguíneos do corpo. Particularmente o sangue enviado ao cérebro é de certa forma reduzido. Aliado a este estreitamento dos vasos, a hemoglobina aumenta sua “pegajosidade” com o oxigênio. Por isso, não apenas o sangue alcança menos áreas do corpo, como o oxigênio carregado pelo sangue também é menos liberado para os tecidos.
Paradoxalmente, então, enquanto que uma respiração aumentada significa que mais oxigênio está sendo levado para dentro do organismo, menos oxigênio alcança certas áreas de nosso cérebro e do corpo. Este efeito resulta em duas categorias de sintomas:
(1) centralmente, alguns sintomas são produzidos pela ligeira redução de oxigênio a certas partes do cérebro (que incluem tonteira, sensação de vazio na cabeça, confusão, falta de ar, visão borrada e desrealização);
(2) perifericamente, outros sintomas são produzidos pela ligeira redução de oxigênio a certas partes do corpo (que incluem um aumento no batimento cardíaco para bombear mais sangue pelo corpo; dormências e formigamentos nas extremidades; mãos frias e suadas e algumas vezes enrijecimento muscular).
É muito importante lembrar que as reduções de oxigênio são ligeiras e totalmente sem perigo. Também é muito importante observar que hiperventilar (possivelmente através da redução de oxigênio a certas partes do cérebro) pode produzir uma sensação de falta de ar, estendendo-se algumas vezes à sensação de engasgar ou sufocar, de modo que possa parecer como se a pessoa de fato não estivesse conseguindo ar suficiente.
A hiperventilaçao é também responsável por uma serie de efeitos generalizados.
• Em primeiro lugar, o ato de hiper-respirar é um trabalho físico ‘pesado”. Portanto, o indivíduo pode sentir-se frequentemente encalorado e suado.
• Segundo, justamente pelo esforço de hiper-respirar, períodos prolongados de hiper-respiração resultarão quase sempre em sensações de cansaço e exaustão.
• Em terceiro, pessoas que hiper-respiram geralmente tendem a respirar pelos pulmões ao invés de respirar pelo diafragma. Isto significa que os músculos do peito tendem a se tornar cansados e tensos. Assim, elas tendem a experimentar sintomas de pressão e até de dores severas no peito.
Finalmente, muitas pessoas que hiper-respiram, costumam manter um hábito de constantemente suspirarem ou bocejarem. Estes cacoetes são na realidade, formas de hiper-ventilação, já que sempre que alguém suspira ou boceja, elas estão jogando uma grande quantidade de Co2 no organismo de maneira bem rápida.
(2) perifericamente, outros sintomas são produzidos pela ligeira redução de oxigênio a certas partes do corpo (que incluem um aumento no batimento cardíaco para bombear mais sangue pelo corpo; dormências e formigamentos nas extremidades; mãos frias e suadas e algumas vezes enrijecimento muscular).
É muito importante lembrar que as reduções de oxigênio são ligeiras e totalmente sem perigo. Também é muito importante observar que hiperventilar (possivelmente através da redução de oxigênio a certas partes do cérebro) pode produzir uma sensação de falta de ar, estendendo-se algumas vezes à sensação de engasgar ou sufocar, de modo que possa parecer como se a pessoa de fato não estivesse conseguindo ar suficiente.
A hiperventilaçao é também responsável por uma serie de efeitos generalizados.
• Em primeiro lugar, o ato de hiper-respirar é um trabalho físico ‘pesado”. Portanto, o indivíduo pode sentir-se frequentemente encalorado e suado.
• Segundo, justamente pelo esforço de hiper-respirar, períodos prolongados de hiper-respiração resultarão quase sempre em sensações de cansaço e exaustão.
• Em terceiro, pessoas que hiper-respiram geralmente tendem a respirar pelos pulmões ao invés de respirar pelo diafragma. Isto significa que os músculos do peito tendem a se tornar cansados e tensos. Assim, elas tendem a experimentar sintomas de pressão e até de dores severas no peito.
Finalmente, muitas pessoas que hiper-respiram, costumam manter um hábito de constantemente suspirarem ou bocejarem. Estes cacoetes são na realidade, formas de hiper-ventilação, já que sempre que alguém suspira ou boceja, elas estão jogando uma grande quantidade de Co2 no organismo de maneira bem rápida.
Por isso, quando tratado deste problema, é importante perceber hábitos diários como suspirar ou bocejar e assim tentar suprimi-los.
Um ponto importante a se notar sobre a hiper-ventilação é que ela não é fácil de ser percebida por um observador. Em muitos casos, a hiper-ventilação pode ser muito sutil.
Isto é especialmente verdadeiro se o individuo esteve hiper-respirando por um longo período, neste caso, pode haver uma redução acentuada de CO2, mas devido à compensação no corpo há pouca mudança na alcalinidade. Assim, nenhum sintoma será produzido. Contudo, devido às baixas taxas de CO2, o corpo perde sua capacidade de lidar com as mudanças de CO2 de modo que até uma pequena alteração na respiração (como um bocejo por exemplo) pode ser suficiente para disparar os sintomas.
Isto pode estar relacionado com a natureza repentina de muitos ataques de pânico, por exemplo, durante o sono, e isso é uma razão de por que muitos dos que sofrem deste problema costumam relatar que “não me sinto como se estivesse hiper-ventilando”.
Provavelmente o ponto mais importante a se fazer sobre a hiper-ventilação seja mostrar que ela não é perigosa. A hiper-ventilação é uma parte integral da reação de luta-ou-fuga e por isso sua função é a de proteger o corpo do perigo, e não de ser perigosa.
As mudanças associadas com a hiper-ventilação são aquelas que preparam o corpo para a ação de modo a escapar de um perigo em potencial. Assim, é uma reação automática do cérebro para imediatamente esperar o perigo e, claro, para o indivíduo sentir a premência de escapar. Consequentemente, é perfeitamente compreensível, que o sofredor acredite que o problema é interno.
E lembre-se que longe de ser prejudicial, a hiper-ventilação é parte de uma resposta natural, biológica voltada para proteger o corpo de qualquer prejuízo.
O mais importante é você aprender a respirar pelo diafragma e deixar de hiperventilar o que fará com que as crises de pânico deixem de ser desencadeadas.
Um ponto importante a se notar sobre a hiper-ventilação é que ela não é fácil de ser percebida por um observador. Em muitos casos, a hiper-ventilação pode ser muito sutil.
Isto é especialmente verdadeiro se o individuo esteve hiper-respirando por um longo período, neste caso, pode haver uma redução acentuada de CO2, mas devido à compensação no corpo há pouca mudança na alcalinidade. Assim, nenhum sintoma será produzido. Contudo, devido às baixas taxas de CO2, o corpo perde sua capacidade de lidar com as mudanças de CO2 de modo que até uma pequena alteração na respiração (como um bocejo por exemplo) pode ser suficiente para disparar os sintomas.
Isto pode estar relacionado com a natureza repentina de muitos ataques de pânico, por exemplo, durante o sono, e isso é uma razão de por que muitos dos que sofrem deste problema costumam relatar que “não me sinto como se estivesse hiper-ventilando”.
Provavelmente o ponto mais importante a se fazer sobre a hiper-ventilação seja mostrar que ela não é perigosa. A hiper-ventilação é uma parte integral da reação de luta-ou-fuga e por isso sua função é a de proteger o corpo do perigo, e não de ser perigosa.
As mudanças associadas com a hiper-ventilação são aquelas que preparam o corpo para a ação de modo a escapar de um perigo em potencial. Assim, é uma reação automática do cérebro para imediatamente esperar o perigo e, claro, para o indivíduo sentir a premência de escapar. Consequentemente, é perfeitamente compreensível, que o sofredor acredite que o problema é interno.
E lembre-se que longe de ser prejudicial, a hiper-ventilação é parte de uma resposta natural, biológica voltada para proteger o corpo de qualquer prejuízo.
O mais importante é você aprender a respirar pelo diafragma e deixar de hiperventilar o que fará com que as crises de pânico deixem de ser desencadeadas.
Um comentário:
Gostei muito do texto,super esclarecedor.
Abraços
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